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Blackest Night Superman #1 – preview
Sai na semana que vem o primeiro número da minissérie Blackest Night Superman com desenhos de Eddy Barrows, arte final de Ruy José e cores minhas.
WORKSHOP DE COLORIZAÇÃO DE QUADRINHOS DA QUANTA
Primeiro dia

Dia 11 de Julho teve o primeiro dia do meu Workshop de colorização de HQs na Quanta Academia de Artes.
Todo mundo compareceu animado, apesar da chuva que durou o dia todo e às 10 da manhã fomos todos para a sala de computadores da escola. Confesso que mesmo odiando acordar cedo, estava com muita vontade de fazer isso.
Comecei o dia explicando a diferença entre RGB e CMYK porque é muito importante que a pessoa que quer ser colorista entenda a diferença entre cor feita de luz e de pigmento para que possa enxergar a cor relacionando-a com as porcentagens de C, M Y e K.
Espero que não tenha sido um começo muito chato para eles, mas mais importante do que começar a colorir é entender como escolher as cores e entender que essa escolha tem um propósito.
Primeiramente passei alguns conceitos básicos como Matiz, Valor, Saturação, Cores Complementares para que sirvam como “ferramentas” para cumprir a função da cor. É muito importante realçar que a cor está lá não apenas porque a revista tem que sair colorida, mas, artisticamente falando, para deixar ela mais bonita e na prática para facilitar a leitura.
Depois citei os objetivos da cor que são, principalmente, o foco da leitura, a separação de planos, a perspectiva e acentuar as sensações que o roteirista quer passar no quadro.
Com “a faca e o queijo na mão” começaram a parte mais divertida da coisa. Passei uma página para cada um dele para efetivamente começarmos a colorir, e o começo é a cor base.
Na cor base ele puderam entender melhor o conceito de escolha de cor e a maior parte da tarde foi em cima disso.
É impossível ser colorista sem saber teoria de cor, é chato mas é necessário e espero que eles tenham entendido isso.
Na última meia hora eu comecei a explicar como fazer os volumes, as luzes e as sombras e como trabalhar a iluminação ao seu favor.
E esse foi o primeiro dia, um pouco lento, mas rico em conteúdo. O próximo será focado no processo de colorização, aplicação de efeitos de texturas e o fechamento da página.
Vejam um vídeo que eu gravei lá com o pessoal!
VÍDEO AULA DE COLORIZAÇÃO
Posted by rodreis in TUTORIAIS, Video Aula on June 17th, 2009
Neste vídeo eu mostro uma rotina minha de colorização e explico um pouco o processo que eu uso.
SPEED COLORING
Posted by rodreis in Speed Coloring on June 17th, 2009
Mais um speed coloring pro pessoal. Desenhos são de Ivan Reis e Joe Prado.
A cena, assim como a página, se passa de noite, por isso ela está toda entonada com azul. O rosto do personagem é banhado por uma luz azulada vinda da direita e tem uma contra luz vinda da esquerda.
Para fazer a luz e a contra luz eu faço uma seleção e usando o pincel no modo linear light eu vou iluminando a cena, usando azul claro para a luz e tons de laranja e amarelo para a contra luz.
A música de fundo é “Dear Sons and Daughters of Hungry Ghosts” da banda Wolf Parade
10 COISAS QUE VC DEVE FAZER PRA SER UM COLORISTA PROFISSIONAL NO MERCADO AMERICANO
1- ENTREGAR TUDO NO PRAZO, NÃO IMPORTA SE VOCÊ TEM ALGUM PROBLEMA PESSOAL. Nesse caso, sempre avisar o editor antes, pra que ele possa arrumar outra pessoa ou se é possível arrumar mais prazo.
2 – LER O ROTEIRO ANTES DE COMEÇAR A COLORIR.
3 – SABER, ESTUDAR E ENTENDER TEORIA DE COR.
4 – ENTREGAR TUDO NO PRAZO, NÃO IMPORTA SE VOCÊ NÃO DORMIU A NOITE PASSADA.
5 – TOMAR DECISÕES RÁPIDAS QUANTO ESCOLHA DE COR E QUANTO AO PROCESSO.
6 – SER HUMILDE.
7 – SABER O QUANTO DE TRABALHO VOCÊ PODE PEGAR E NÃO PEGAR MAIS DO QUE VOCÊ REALMENTE CONSEGUE.
8 – SEMPRE Q PUDER, MANTER CONTATO COM OUTROS COLORISTAS.
9 – ENTREGAR TUDO NO PRAZO, NÃO IMPORTA SE O DESENHISTA, ROTEIRISTA E ARTEFINALISTA ATRASARAM.
10- PREZAR QUALIDADE DO TRABALHO E ENTREGA NO PRAZO ACIMA DE TUDO.
Lembrando que essas “regras” foram tiradas das minhas experiências trabalhando pra Dc Comics, e apesar de serem um tanto pessoais, acho que se aplicam para todos de certa forma e seria bom os aspirantes terem elas em mente se um dia conseguirem a chance de um trabalho em editoras grandes.
PALESTRA NA QUANTA ACADEMIA DE ARTES
Palestra que eu dei no dia 22 de setembro de 2006 na Quanta Academia de Artes, para o evento Quanta Gente.
NY Comic Con – dias 2 e 3
Sei que esse post está um pouco atrasado, mas no último dia eu peguei uma virose que me deixou bem mau, tossindo que nem um cachorro e com muita febre. Mas agora voltando pra casa e bem melhor está na hora de esquecer a parte ruim e contar do que aconteceu de legal.
O segundo dia de convenção foi o mais cheio e eu praticamente só trabalhei, fazendo diversas commissions, vendendo vários prints e assinando um monte de capas que eu colori. Foi o dia mais cansativo, mas também o mais lucrativo.
O último dia foi o mais tranquilo e eu já estava meio mau então também não forcei muito também. Esse foi o dia dedicado às crianças, então foi bem divertido vê-las impressionada com as pessoas fantasiadas, com os trabalhos artísticos e com a grandiosidade do evento. No domingo aconteceu também a palestra com Brian Habberlin, colorista do Spawn entre outras. Como foi uma palestra muito boa e de interesse dos leitores desse blog, vou contar com mais detalhes como foi.
No geral foi uma palestra voltada para aspirantes a coloristas, bem focada no básico. Ele começou explicando um pouco de teoria de cor, mostrando a “roda das cores” e as harmonias que se encontram dentro dela, Monocromática, complementares e análogas. Ele explicou que a mais fácil de usar é a monocromática onde se usa a mesma cor, mas com valores diferentes. Cores complementares são as cores que se encontram opostas na roda das cores e por isso são as mais importantes e as mais naturais. Ele disse que se encontra exemplos de uso de cores complementares na natureza o tempo todo e isso tem q ser utilizado nas páginas de quadrinhos para separação de planos, direção de leitura e clima. Quanto às cores análogas, são as cores adjacentes umas as outras e não combinam muito bem entre si.
Ele salientou a importância de se conhecer teoria das cores e brincou com o fato de que todo mundo acha isso chato e quer logo ir pra parte mais legal que é colorir.
Ele mostrou um pouco do processo que ele usa para colorir, desde a cor base até a final e deu umas dicas de como fazer e aplicar texturas. Ele mostrou um programa, ZBRUSH, que muito me interessou e que eu faço uma resenha aqui depois q adquiri-lo.
Outra dica muito legal que ele passou foi que todo mundo que treina para ser colorista deve pegar um filme com uma boa fotografia e iluminação, pausar em uma cena e tentar reproduzi-la no menor tempo possível, não se importando com os detalhes, só com a iluminação. Brian garantiu que fazendo isso uma vez por semana dá pra virar uma “fera” das cores.
Como balanço final eu posse dizer que foi uma ótima convenção onde eu fiz contato com meus editores, com o público e fiz algum dinheiro.
Ano que vem estou de volta.













