O que eu achei da Series Finale de Lost- Fé X Ciência
on May 25, 2010 at 5:15 pm
Decidi escrever esse pequeno texto para me despedir de Lost e um pouco para explicar porque eu gostei tanto do final da série.
Apesar de toda a polêmica sobre o final (polêmica mais do que esperada), para mim Lost É SIM, a grande experiência televisiva da era da Internet e se isso é um mérito para a série, também é o que causou a celeuma entre os fãs. Quando você abre o canal para a interação, é como se uma parte do programa fosse nosso e isso aumenta as chances de se decepcionar.
E eu posso falar que aproveitei toda a experiência, eu não me arrependo de ter participado dos ARGs e de especular sobre cada mistério que a série mostrou, mesmo que no final, isso não era o importante. O que valeu foi a viagem e acima de tudo conhecer a tripulação do Oceanic 815, sofrer com eles, rir com eles e torcer por eles.
Respeito quem não gostou do final por ele não dar as respostas por uma ótica científica, em vários momento foi o que a série mostrou, mas hoje eu vejo que esses aspectos científicos era consequência de algo mais místico e espiritual que a Ilha representava e não a causa.
Hoje eu sei sobre o que foi Lost, foi sobre uma segunda chance para personagens que estavam realmente perdidos e como eles conseguiram sua redenção, auto descoberta e paz. A Ilha e toda a aventura nela ocorrida foi só para que tudo isso fosse possível, então para quem, como eu entendeu isso, nada mais importa.
Claro que a série como um todo não é perfeita, eu penso que se revê-la desde o começo, vou ter que me forçar a não me preocupar com perguntas como “Qual a importância do Walt?” “Qual a importância do Aaron?”"Como a Ilha viaja no tempo?”. Prefiro pensar que isso não importa e no final realmente não importou.
Eu chorei com o sacrifício de Jack, com a redenção do Ben, com o encontro dos personagens no Limbo…Isso tudo foi um novelão? FOI, mas a mensagem foi mais importante para quem comprou ela. Mas foi uma mensagem bem espiritual e os céticos ou ateus devem ter odiado. Lost dividiu o público entre homens de fé e homens da ciência e mostrou que além de buscar respostas científicas para as questões, é preciso acreditar no que não podemos explicar com a ciência.


Eu sou cético e ateu, e adorei. Concordo com o que tu falou, e acrescento: quem não consegue aceitar espiritualidade *num universo ficcional* não é cético, é birrento.
Achei um final bem digno. Lembrando que nem na nossa vida temos respostas para tudo.
Se eles explicassem coisas demais, a série perderia muito. A grande graça de Lost são os mistérios, e fizeram bem em manter muitos deles.
E aí Rod!!!
Concordo em 95% do que você disse! Eu sou ateu, mas gostei do final e da série, e digo que é tudo uma questão de simbolismo e expectativa.
Esperar uma explicação científica seria esperar que um jogo do Brasil terminasse em exatamente 4 a 2, e não aceitar qualquer outro resultado…
Parabéns pelo post! Abraços!
Concordo!Tem um povo birrento
Belo parágrafo final do seu post sobre Lost, Rod! Muito bom! Parabéns! =)
Abs,
Mafalda
@ Mafalda
Valeu Mafalda!O seu texto tb ficou bem legal!
Concordo em numero e grau com cada palavra sua!
Lost foi um divisor no que diz respeito a entretenimento televisivo, expandindo suas teorias e dilemas alem da telinha, religioes, crenças e linguas! Uma serie que dificilmente será superada com certeza! E que merece ser revistas inumeras vezes!
Ótima resenha, Rod. Eu me enquadro no grupo descrente e ateu e gostei muito de LOST. Talvez por não acreditar em nenhuma teoria pronta, tenho a mente aberta para processar novas visões de mundo.
Como também sou fã incondicional de Doctor Who, acho que aprendi a curtir a viagem, a tentar acompanhar a proposta e gostar de me surpreender pelo caminho.
Os mistérios de LOST me intrigaram muito e, como todos, procurei respostas, criei teorias, debati os conceitos, acompanhei grudado na poltrona cada novo episódio, cada temporada, com seus altos e baixos.
Veio a 6ª temporada com a retomada do fio condutor da 1ª, deixando o enfoque nos “mistérios” e questões científicas para dar uma guinada em direção a uma visão mais espiritualista, mais humanista. Muitos fãs ficaram irados e inconformados com essa mudança de perspectiva. Eu não.
Gostei da mudança, da “nova” proposta (segundo os produtores, a retomada de uma proposta original que sempre foi cogitada). Deu um sentido mais humano à série, uma dimensão de estrada percorrida, de jornada, de transformação, de crescimento. LOST se transformou em uma parábola sobre a vida.
Embora respeite as opiniões contrárias, fiquei um pouco triste com a reação revoltada de muitos fãs lá no Lost Brasil, como se a série fosse uma porcaria, enganação, lixo, 6 anos jogados fora.
Não vejo assim. Estou pronto para rever as 6 temporadas mais uma vez, buscando a sensação de um círculo que se fecha e um ciclo que se completa.
Só complementando: o tema “fé x ciência” esteve presente em toda a série.
O que mais me chamou atenção foi a idéia de que não é apenas um embate entre a “cegueira” da fé contra a arrogância da ciência, mas que elementos presentes nas duas concepções (e em outras tantas) devem ser mesclados, equilibrados, temperados ao longo da nossa existência.
Pelo caminho, a que chamamos vida, precisamos deixar as verdades absolutas para trás e abraçar o desconhecido, com espírito desarmado, com humildade, com vontade de aprender e, nesse processo, não estamos sozinhos, caminhamos junto com as pessoas que são importantes para nós.
Foi a mensagem que extraí de LOST.
Fala, Rod! Também gostei do final. Foi triste, mas creio que valeu a pena a expectativa. Já estou planejando rever todo o seriado.
Abração,