Decidi escrever esse pequeno texto para me despedir de Lost e um pouco para explicar porque eu gostei tanto do final da série.

Apesar de toda a polêmica sobre o final (polêmica mais do que esperada), para mim Lost É SIM, a grande experiência televisiva da era da Internet e se isso é um mérito para a série, também é o que causou a celeuma entre os fãs. Quando você abre o canal para a interação, é como se uma parte do programa fosse nosso e isso aumenta as chances de se decepcionar.

E eu posso falar que aproveitei toda a experiência, eu não me arrependo de ter participado dos ARGs e de especular sobre cada mistério que a série mostrou, mesmo que no final, isso não era o importante. O que valeu foi a viagem e acima de tudo conhecer a tripulação do Oceanic 815, sofrer com eles, rir com eles e torcer por eles.

Respeito quem não gostou do final por ele não dar as respostas por uma ótica científica, em vários momento foi o que a série mostrou, mas hoje eu vejo que esses aspectos científicos era consequência de algo mais místico e espiritual que a Ilha representava e não a causa.

Hoje eu sei sobre o que foi Lost, foi sobre uma segunda chance para personagens que estavam realmente perdidos e como eles conseguiram sua redenção, auto descoberta e paz. A Ilha e toda a aventura nela ocorrida foi só para que tudo isso fosse possível, então para quem, como eu entendeu isso, nada mais importa.

Claro que a série como um todo não é perfeita, eu penso que se revê-la desde o começo, vou ter que me forçar a não me preocupar com perguntas como “Qual a importância do Walt?” “Qual a importância do Aaron?”"Como a Ilha viaja no tempo?”. Prefiro pensar que isso não importa e no final realmente não importou.

Eu chorei com o sacrifício de Jack, com a redenção do Ben, com o encontro dos personagens no Limbo…Isso tudo foi um novelão? FOI, mas a mensagem foi mais importante para quem comprou ela. Mas foi uma mensagem bem espiritual e os céticos ou ateus devem ter odiado. Lost dividiu o público entre homens de fé e homens da ciência e mostrou que além de buscar respostas científicas para as questões, é preciso acreditar no que não podemos explicar com a ciência.