Ocorreu à algum tempo uma discussão sobre estilo de colorização e eu gostaria de colocar aqui meu parecer sobre isso.
Antes de se ter essa preocupação é necessário saber colorir corretamente, é preciso ter um conhecimento avançado sobre o que é colorir uma revista e depois se preocupar com que estilo adotar.
Quando se fala em cor para quadrinhos deve-se lembrar que mais importante que ter um estilo é colorir apropriadamente a história e isso consiste em se adaptar ao traço do desenhista também. Um bom colorista consegue fazer vários estilos e ainda manter a sua alma no trabalho e é isso que eu chamo de “se ter um estilo” é poder fazer o trabalho de várias maneiras e ainda ficar claro que é você que está fazendo. Não dá pra colorir o Batman do Jim Lee, o Hellboy do Mignola, o Ultimates do Madureira e Nova Fronteira do Darwyn Cooke da mesmíssima maneira, é impossível.
Acredito que à medida que você já está no mercado isso vai ficando mais claro e vai acontecendo de maneira mais natural, tem a ver com as escolhas que voce faz para sua carreira e um pouco também de deixar ela te levar. Comigo as coisas foram acontecendo e eu fui seguindo o fluxo, só hoje eu posso escolher o que eu quero e que rumo eu quero que minha carreira siga.
“Estilo não é desculpa para um trabalho mau feito”
Agora vamos ver alguns estilos de colorização.
FLAT COLORING ou “Cor Chapada”
Mais utilizado em quadrinhos infantis e “Retro”, é quase uma cor base. Ela tem o mínimo de degradê, provavelmente no fundo.

CUT-EDGE ou “Recortado”
É a mesma coisa que a cor chapada, mas com uma sombra ou brilho feita com o lasso.


AIRBRUSH ou “esfumaçado”
Estilo onde os volumes, luzes e sombras são feitos só com o aerógrafoe não é muito utilizado ultimamente. Eu acho que só utilizar o aerógrafo deixa o trabalho meio pobre mas bem usado pode dar um ar retro legal.

RECORTADO COM GRADIENTE E AERÓGRAFO.
Com certeza o mais usado para HQs de super heróis e preferido pelas grandes editoras.
Esse é o estilo que mais se aproxima do meu. Eu gosto de usar bastante o aerógrafo e recortar quando necessário, usando cores vivas e brilhantes.

Existem outros estilos que eu posso citar como o mangá que tem todo um conceito próprio, dá pra fazer inteiro como se fosse pintado com pincel, etc…Acredito que se está dentro dá proposta do trabalho, dá pra misturar estilos, brincar e fazer da maneira que quiser e que traga satisfação pessoal. Um dos grandes responsáveis pela qualidade ao trabalho é o fato de se fazer o que gosta do jeito que estiver a fim de fazer e no final a satisfação vai ser um dos pagamentos.


Bah,que aula que você da véio,li todo seu blog e vou acompanhar ele sempre!Continua postando por favor.
abraço
BOA!
É muito legal identificar os trabalhos de nossos artistas só de bater o olho! Como as suas cores e a do Vazzios (trabalhos brasileiros).
Parabéns e continue blogando =)
Muito legal, entretando foi quase q uma tradução literal do livro DC coloring Guide!
Valeu mesmo assim…..
Opa, eu me baseei no DC coloring Guide por ser preciso no assunto e ser exatamente como eu penso, aliás é só a sequência dos exemplos que é mais de lá. Não chega a ser uma tradução literal( se fosse eu colocaria os créditos) e eu coloco opiniões pessoais no texto. E de qualquer modo, nem todo mundo tem esse livro e isso é uma informação legal de passar pro pessoal.
Aí, Rod, muito bom o texto, mas já tendo lido o livro da DC, é sempre bom um artista como vc relembrar e dar toques pessoais no tema. “Brigadão” mesmo pela generosidade em compartilhar conosco sua experiência! Forte abraço, Feliz Natal e um 2009 com “trocentas milhões” de realizações!
por isso q eu disse “quase” ta muito legal, não disse q reprovava sua ação.